O debate da classificação indicativa que se perdura desde o ano 2000 e pode ter chegado a um fim com a publicação da portaria 1220, que regulamenta a classificação de horários indicativos na televisão brasileira.
De um lado a Abert apoiados por atores, atrizes, escritores, cineastas e do outro o Ministério da Justiça apoiado por Ong´s ligadas às políticas públicas da infância e juventude. O MJ (Ministério da Justiça) defende os conceitos morais da criança e do adolescente, que vem sendo abusados em programas com conteúdos impróprios para o horário. Já a Abert levanta a bandeira da liberdade de expressão e com o lema “Retorno da Ditadura Militar e da Censura”. Querendo ou não os preceitos de cada um dos lados têm respaldo dentro da lei.
O fusorário é mais um dos dilemas no debate, pois as redes de televisão irão ter problemas com a adaptação de horário. Estados como o Acre tem uma diferença de pelo menos duas horas ou mais em relação ao horário de Brasília, se a novela das 8 passa por volta das 21:00h aqui em Brasília, lá ela irá ser transmitida às 19:00h, causando choque com o horário da classificação indicativa. Além disso, as redes de televisão irão perder um lucro muito grande com o horário Nobre, mais um motivo de serem contra a classificação indicativa.
Há quem é a favor da classificação indicativa, e uma das mais importantes nessa luta é campanha Ética na tv, que nasceu em 2002 na VII Conferência Nacional dos Direitos humanos e é presidida pelo Deputado Orlando Fantazzini (PT-SP). Ele é alvo de representações na justiça das Redes Record e Bandeirantes por conta dos efeitos que a campanha tem dado, pois alguns anunciantes deixaram de fazer propaganda em programas relacionados a baixaria.
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