segunda-feira, 23 de junho de 2008

“Quem financia a baixaria é contra a cidadania”. Esse é o tema de campanha contra baixaria na tv.

Ligar a TV nossa de cada dia é ver, as bundas, peitos e por pouco lugares íntimos de artistas emergentes no programa Domingo Legal, em gincanas, ou até mesmo fingir descaradamente uma entrevista falsa com membros do PCC, isso em plena tarde de domingo. Ou assistir cenas de sexo sem pudor, às oito horas da noite na Rede Globo, em suas novelas de “família”.

Vendo toda essa baixaria na televisão brasileira, nasceu em 2002, por meio da VII Conferência Nacional de Direitos Humanos, a campanha nacional “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”. A intenção da campanha é criar instrumentos nos quais, promovesse os princípios éticos e os direitos humanos na televisão Brasileira.

Depois de várias batalhas, a Câmara do Deputados, em 2004, criou o dia contra a baixaria na TV, sendo presidida pelo Deputado Federal Orlando Fantazzine (PT/SP). E o dia escolhido foi 17 de outubro. O objetivo desse dia é fazer o maior número de pessoas desligarem suas televisões ao menos por uma hora ou trinta minutos no horário nobre da televisão brasileira.

No último ranking da baixaria, que é feito pelo site Ética na TV, estão: Big Brother Brasil 2007 (Rede Globo), Pra Valer (Rede Bandeirantes), Pé na Jaca (Rede Globo), A tarde é Sua ( Rede TV) e Paraíso Tropical ( Rede Globo). Esses programas foram considerados os piores em desrespeito aos conceitos éticos e dos direitos humanos.

Vendo as repercussões da campanha contra a baixaria na televisão, as redes Record e Bandeirantes entraram com uma representação contra o Deputado Federal Orlando Fantazzine (coordenador da campanha), pois poderiam perder anunciantes (tendo em vista que os anunciantes sustentam o mercado das emissoras de tv´s não públicas) disse ele ao site Adital Notícias da América Latina e Caribe."Elas entraram com representação contra a minha pessoa em razão dos resultados que a campanha tem dado. Alguns de seus anunciantes manifestaram que iam deixar de fazer os anúncios nos seus programas que são classificados como de baixaria"

Mesmo tendo toda essa repercussão no âmbito político, boa parte da população não conhece a campanha contra a baixaria, são pouco mais de dezesseis mil telespectadores que conhecem e aderiram a campanha. A desinformação é tanta, que pessoas com um grau de escolaridade mais alto, nunca ouviram falar do assunto, esse é o caso da estudante Renata de Aleluia, 25, estudante de pedagogia. “Não sei do que se trata e nem o que é” é o mesmo que diz Shirley Marinho,49, Funcionária Pública. “Não, nunca ouvi falar, mas se existe com certeza serei adepta da causa”. Até o número de denúncias no ranking da baixaria são baixos (Veja na tabela abaixo). Como a maioria das emissoras assistidas no Brasil não são adeptas a causa, a população fica desinformada de projetos como esse, o que preocupa muito.

Ranking das Denúncias- Denúncia Por ano

( 2007)

Programas

Denúncias Fundamentadas

Assunto

1° Big Brother Brasil 2007

(Rede Globo)

200

Exposição de pessoas ao ridículo, desrespeito á dignidade humana, desvalorização da família.

2° Pra Valer

(Rede Bandeirantes)

82

Discriminação dos setores filo religiosos, incitação a aniquilação dos felinos.

3° Pé na Jaca

(Rede Globo)

75

Violência contra a mulher e a criança, cenas de sexo e nudez, banalização dos valores morais.

4° A tarde é sua

(Rede TV)

73

Exposição de pessoas ao ridículo, desvalorização dos valores éticos e da família, pornografia.

5° Paraíso Tropical

(Rede Globo)

70

Cenas de sexo, desonestidades, incitação á violência.


sexta-feira, 20 de junho de 2008

Vítimas da Vaidade

Hoje, algumas horas antes de fazer este artigo, vi uma propaganda da “Barbie”. Como sempre a boneca é branca, de cabelos loiros e lisos, olhos claros, que pinta as unhas, vai ao cabeleireiro, tem seus quites de maquiagens, anda bem arrumada sempre e tem um namorado super lindo. É a partir disso, que as meninas são influenciadas a serem vaidosas desde sempre, pois, se não se enquadrarem nesse padrão, são tachadas de esquisitas, feias ou são excluídas do meio onde convivem.

Quando olho revistas de moda ou femininas, a maioria das modelos são loiras ou brancas, pouco vejo modelos negras ou com traços indígenas. Em um dos exemplares da revista Nova existia uma manchete falando sobre penteados, fui a até a seção, vi penteados lindos, mas os penteados foram feitos em uma só modelo de cabelos lisos. E as outras opções não existem?

O verdadeiro fundo disso é o consumismo criado pelo capitalismo, a “Barbie” é um exemplo descaradoé um exemplo disso, já que esse processo de consumo é trabalhado desde criança até a formação do adulto. Isso quer dizer, que somos moldados desde cedo para sermos super consumidores e “torradores” de dinheiro. Muitas pessoas atualmente, criam compulsão por compras, quererem ficar bonitas e novas para sempre com o uso exarcebado de cirurgias plásticas para ficarem com o corpo e o rosto igual ou bem próximo do exigido pela sociedade que vivemos.

O dilema atualmente é como ficar com o corpo perfeito, não importando os resultados, como diz Maquiavel, “Os fins justificam os meios”, e esses meios como diz Maquiavel, podem levar à morte, como ocorreu com a modelo Ana Caroline Hasting, que morreu de anorexia no início de 2007. Isso se deu por conta de sua profissão, onde ser magra é o que importa. As coisas estão chegando em um limite para uma reflexão urgente. No Orkut, estão sendo criadas comunidades a favor da anorexia e da bulimia e para que não haja um reconhecimento imediato dos pais, os organizadores apelidaram as comunidades, de “MIA” designado para Bulimia e “ANA” para a Anorexia, lá são trocadas informações de como emagrecer mais rápido e outras coisas.

Estamos criando em vez de uma sociedade saudável , uma geração doente, onde a qualquer custo a aparência física é mais importante, e o nosso interior é destruído, pois quando não conseguimos atingir as tais metas, criamos doenças como a depressão e o estresse. Até quando vamos pagar por um preço alto, por conta de míseras futilidades.

Classificação Inicativa: A briga do Ano

O debate da classificação indicativa que se perdura desde o ano 2000 e pode ter chegado a um fim com a publicação da portaria 1220, que regulamenta a classificação de horários indicativos na televisão brasileira.

De um lado a Abert apoiados por atores, atrizes, escritores, cineastas e do outro o Ministério da Justiça apoiado por Ong´s ligadas às políticas públicas da infância e juventude. O MJ (Ministério da Justiça) defende os conceitos morais da criança e do adolescente, que vem sendo abusados em programas com conteúdos impróprios para o horário. Já a Abert levanta a bandeira da liberdade de expressão e com o lema “Retorno da Ditadura Militar e da Censura”. Querendo ou não os preceitos de cada um dos lados têm respaldo dentro da lei.

O fusorário é mais um dos dilemas no debate, pois as redes de televisão irão ter problemas com a adaptação de horário. Estados como o Acre tem uma diferença de pelo menos duas horas ou mais em relação ao horário de Brasília, se a novela das 8 passa por volta das 21:00h aqui em Brasília, lá ela irá ser transmitida às 19:00h, causando choque com o horário da classificação indicativa. Além disso, as redes de televisão irão perder um lucro muito grande com o horário Nobre, mais um motivo de serem contra a classificação indicativa.

Há quem é a favor da classificação indicativa, e uma das mais importantes nessa luta é campanha Ética na tv, que nasceu em 2002 na VII Conferência Nacional dos Direitos humanos e é presidida pelo Deputado Orlando Fantazzini (PT-SP). Ele é alvo de representações na justiça das Redes Record e Bandeirantes por conta dos efeitos que a campanha tem dado, pois alguns anunciantes deixaram de fazer propaganda em programas relacionados a baixaria.

A mescla dos dois preceitos seria o ideal, pois não estamos mais na época da ditadura (deixemos bem claro que isso não é defendido pelo Ministério Público), mas temos que concordar que atualmente a televisão brasileira anda com muitos programas de baixo calão e imorais para o horário transmitido. Vamos andar sem censura, mas com senso de que tudo tem a sua hora.

JUNO


Juno, era para ser um filme simples e de baixo custo, mas por sua simplicidade ganhou ótica mundial e faturou o Oscar de melhor roteiro original.



Gravidez na adolescência sempre foi um tabu, e esse é o assunto do filme Juno. Ganhador do Oscar de melhor roteiro original, além de receber indicação para melhor filme, Juno cativou muita gente com seu roteiro simples e de baixo custo.Foi escrito por uma ex-striper e atende de tele-sexo, Diablo Cody. Ela soube tratar de um assunto delicado, de maneira bem cômica, ás vezes bem sarcástica.
A protagonista, interpretada por Hellen Page (Menina má.com) engravida de seu então melhor amigo, Paulie Bleeker (Michael Cera, de Super Bad e da série Arrested Development) em uma única noite de sexo sem compromisso. Quando descobre que está grávida Juno não esperneia nem chora drasticamente. Ela primeiro pensa em abortar, mas quando encontra uma colega de sala protestando na frente de uma clinica de aborto que lhe diz que “Fetos têm unhas”, desiste e sai correndo. A outra opção para o “acidente”, é pensar em pais adotivos que possam dar tudo de bom e do melhor para o bebê (Juno nunca fala em filho.O feto é apenas uma coisa- It´s em inglês). A adolecente acaba encontrando um casal “perfeito” nos classificados do jornal. Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman), aparentam tudo que Juno busca para o bebê: um casal rico, sem filhos que tentou engravidar durante anos e são loucos para ter um filho.

Juno é um filme que emociona e impressiona, pois a protagonista leva a gravidez com muita tranqüilidade e não está nem aí para o que os outros dizem. Ela é fria quando toma a decisão do aborto, mas logo desiste. Mesmo com a gravidez ela acaba descobrindo o amor de uma maneira muito diferente por Paulie Bleeker de quem engravidou. Juno tem tudo para virar um dos maiores clássicos do cinema mundial.

Laiz Marinho